A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Ministério da Justiça minuta de decreto que solicita à Presidência da República a nomeação de 1.000 candidatos aprovados fora do número original de vagas do último concurso.
Déficit revelado por comissão parlamentar
A medida ganha força após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do crime organizado, em Brasília, apontar carência de efetivo em órgãos de segurança pública. Segundo dados reunidos pela comissão, a redução de quadros afeta diretamente áreas de inteligência e operações de campo. O relatório final, porém, não chegou a ser aprovado por falta de votos.
Como será a distribuição das vagas
O plano de lotação proposto pela PF divide as mil nomeações da seguinte forma:
- Agente de Polícia Federal: 705 vagas
- Escrivão de Polícia Federal: 176 vagas
- Delegado de Polícia Federal: 61 vagas
- Perito Criminal Federal: 38 vagas
- Papiloscopista Policial Federal: 20 vagas
A corporação pretende direcionar parte desses profissionais para unidades dedicadas ao enfrentamento de facções, tráfico de drogas e crimes cibernéticos, além de reforçar fronteiras e portos.
Tramitação e limites orçamentários
A solicitação precisa respeitar a Lei Orçamentária Anual e depende do aval do Palácio do Planalto. Caso seja aprovada, a convocação poderá ocorrer de forma escalonada, permitindo recomposição gradual de equipes em setores considerados críticos.
Impacto futuro nos concursos
Especialistas em seleção pública avaliam que, mesmo com as possíveis mil nomeações, novas aposentadorias previstas para os próximos anos podem manter a necessidade de outro concurso a partir de 2026. A projeção movimenta candidatos em todo o país, que seguem de olho em editais de diferentes esferas enquanto aguardam novas autorizações federais.
Com informações de Academia Concursos
