Uma das maiores fabricantes de aço do país se uniu a um dos maiores ecossistemas de ensino superior para enfrentar um velho problema da indústria: a falta de mão de obra qualificada. A Gerdau e a Ânima Educação anunciaram um curso superior inédito que promete preparar profissionais para atuar em todas as etapas da cadeia siderúrgica.
Com início previsto para agosto de 2026, a graduação tecnológica em Processos Produtivos da Indústria do Aço nasce com 40 vagas — e 75% delas totalmente financiadas pela própria companhia. A iniciativa, que também integra o Programa Engenheiros do Amanhã, quer aproximar o ensino acadêmico das demandas do mercado em Minas Gerais.
Por que a Gerdau e a Ânima apostam na qualificação siderúrgica
Empresas de diversos setores relatam dificuldade para preencher vagas técnicas e de engenharia. Na siderurgia, esse gargalo impacta diretamente produtividade, inovação e expansão de plantas industriais. Ao lançar o curso da indústria do aço, Gerdau e Ânima Educação buscam responder, de forma prática, à carência de talentos especializados.
Segundo Flávia Nardon, diretora global de Pessoas e Responsabilidade Social da produtora de aço, o projeto reforça um compromisso que acompanha a empresa há décadas: investir em educação para desenvolver pessoas e comunidades nos territórios onde opera. A escolha de Conselheiro Lafaiete (MG), cidade próxima à maior usina da companhia em Ouro Branco, segue essa lógica de gerar impacto regional positivo.
Como funciona o Curso Superior de Tecnologia em Processos Produtivos da Indústria do Aço
A nova graduação terá seis semestres, totalizando 2.600 horas de aulas na modalidade semipresencial. O currículo foi construído por especialistas da Gerdau e professores da UNA, instituição do grupo Ânima, para equilibrar teoria e prática desde o primeiro dia de aula.
Entre as disciplinas aparecem matemática, física e química aplicadas, cadeia produtiva do aço, operação e manutenção industrial, automação, análise de dados e metodologias ágeis. A proposta é que o estudante compreenda todas as fases da fabricação do metal — da matéria-prima ao produto final — e tenha condições de atuar em setores como laminação, qualidade, logística ou gestão de processos.
Metodologia D.U.A.L.E. leva os desafios da fábrica para a sala de aula
O termo D.U.A.L.E., sigla para Discover, Understand, Accelerate, Launch & Learn, Exchange, resume a forma como a aprendizagem será conduzida. Ao longo dos três anos, os alunos vivenciarão problemas reais fornecidos pela empresa, participarão de projetos de inovação e receberão feedback constante de profissionais da planta industrial.
Além das competências técnicas, o modelo desenvolve pensamento crítico, trabalho em equipe e resolução de problemas — habilidades muito procuradas pela indústria 4.0. Para a Ânima Educação, essa é uma oportunidade de mostrar que programas acadêmicos podem evoluir rapidamente para acompanhar tecnologias como automação avançada e análise preditiva.
Bolsa de estudos da Gerdau garante acesso a 30 das 40 vagas
Das 40 vagas do curso da indústria do aço, 30 serão custeadas integralmente pela Gerdau. Vinte ficam reservadas para colaboradores, dez para familiares ou participantes de projetos sociais apoiados pela companhia, e outras dez seguem abertas ao público em geral. As demais vagas terão investimento por conta do estudante, com possibilidade de financiamento estudantil tradicional.
O processo seletivo já tem calendário: inscrições entre 28 de maio e 17 de junho de 2026; prova online em 20 de junho; notas em 24 de junho; entrevistas na sequência; resultado final em 13 de julho. Tudo será feito de maneira digital pelo site da UNA, o que facilita o acesso dos interessados de outras regiões.
Vale a pena se inscrever?
Para quem busca carreira em um dos segmentos mais relevantes da economia brasileira, o curso superior em Processos Produtivos da Indústria do Aço representa porta de entrada direta em uma companhia global. A estrutura semipresencial, a mentoria de profissionais do setor e as bolsas de estudo oferecidas tornam a formação atraente, inclusive para quem já trabalha e quer avançar na carreira. O Uni10 acompanha de perto movimentos como esse, pois mostram como parcerias entre empresas e universidades podem acelerar a formação de talentos e reduzir o déficit de especialistas no país.
