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Uma graduação focada na siderurgia acaba de ser anunciada em Minas Gerais. A Gerdau e a Ânima Educação se uniram para lançar o Curso Superior de Tecnologia em Processos Produtivos da Indústria do Aço, oferecendo 40 vagas para quem sonha em trabalhar no setor.

A iniciativa, apresentada em 29 de maio de 2026, mescla ensino superior e experiência prática dentro das usinas, mirando a carência de mão de obra que ainda limita a competitividade brasileira. A seguir, o Uni10 detalha tudo que você precisa saber.

Nova graduação conecta universidade e siderúrgicas

O curso será operado pela Una, em Conselheiro Lafaiete (MG), cidade localizada próximo ao maior polo industrial da Gerdau. A companhia responderá pelo aporte financeiro de 30 vagas, reforçando sua política de inclusão educacional.

Das oportunidades custeadas, 20 são reservadas a colaboradores, 10 a familiares ou participantes de projetos sociais apoiados pela empresa. As outras 10 matrículas permanecem abertas ao público mediante pagamento regular.

Com duração de seis semestres e 2 600 horas-aula, a formação foi criada para encurtar a distância entre sala de aula e chão de fábrica. O design curricular partiu de reuniões conjuntas entre engenheiros da Gerdau e docentes da Ânima Educação.

Segundo Flávia Nardon, diretora global de Pessoas e Responsabilidade Social da siderúrgica, a parceria avança no propósito histórico da companhia: “Investir em educação sempre foi estratégico para nós; agora levamos isso a um novo patamar.”

Como funciona o Curso Superior de Tecnologia em Processos Produtivos da Indústria do Aço

O modelo de ensino é semipresencial. Alunos alternarão encontros na Una com atividades em ambiente virtual e visitas técnicas às plantas da empresa. Essa dinâmica deve acelerar o aprendizado aplicado.

No conteúdo programático, as primeiras disciplinas reforçam bases de matemática, física e química. Em seguida, entram módulos específicos:

  • cadeia produtiva do aço;
  • operação e manutenção industrial;
  • gestão de processos;
  • segurança e responsabilidade;
  • automação e análise de dados;
  • metodologias ágeis.
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A metodologia escolhida é a D.U.A.L.E. (Discover, Understand, Accelerate, Launch & Learn, Exchange). Ela estimula o estudante a solucionar problemas reais durante todo o curso, desenvolvendo pensamento crítico, inovação e domínio de tecnologias emergentes.

A expectativa é de que o egresso possa atuar em produção, qualidade, logística ou manutenção, funções muito demandadas na mineração, metalurgia e construção civil.

Provas, bolsas e quem pode se inscrever

O processo seletivo começará em 28 de maio de 2026 e terminará em 17 de junho. Os candidatos farão prova on-line no dia 20 de junho, com divulgação das notas no dia 24. Haverá entrevistas na sequência e o resultado final sai em 13 de julho.

Para concorrer, é preciso ter concluído o ensino médio. Não há limite de idade. Trabalhadores em atividade na indústria encontram vantagem competitiva, mas jovens recém-formados também podem se candidatar normalmente.

As bolsas integrais da Gerdau cobrirão mensalidades, material didático e uniformes. Beneficiados deverão manter desempenho acadêmico mínimo e participar de projetos de extensão ligados à companhia.

Inscrições ocorrerão exclusivamente pelo site da Una. Todas as etapas serão gratuitas, inclusive para quem disputar vagas não subsidiadas.

Impacto para a carreira e para a região

A falta de técnicos e engenheiros especializados aparece entre os principais gargalos da indústria de base. Estudos da Confederação Nacional da Indústria indicam que, até 2027, poderão faltar mais de 200 000 profissionais qualificados para atender projetos de infraestrutura e exportação.

Com o novo curso, Gerdau e Ânima pretendem criar um funil de talentos mais próximo de onde a produção acontece. Ouro Branco, cidade vizinha a Conselheiro Lafaiete, abriga a maior usina da empresa no mundo e já sinalizou interesse em absorver parte dos formandos.

Para o ecossistema acadêmico, o lançamento reforça a tendência de graduações tecnológicas customizadas para setores específicos. Esse formato reduz tempo de curso, mantém matriz curricular enxuta e favorece rápida colocação no mercado.

Além disso, o Programa Engenheiros do Amanhã, mantido pela siderúrgica, ganha um braço operacional concreto. Alunos poderão se candidatar a estágios e, depois, a vagas efetivas, reduzindo o período entre formação e primeiro emprego.

Vale a pena apostar nesta formação?

Quem busca carreira na cadeia do aço, mas não quer cursar engenharia tradicional de cinco anos, encontra na nova tecnologia uma via direta para a indústria. A combinação de bolsa integral, carga horária robusta e parceria com uma gigante do setor torna a proposta atraente para quem almeja estabilidade e crescimento rápido.

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Redatora com formação em Marketing e 5 anos de experiência na criação de conteúdo estratégico para a web. Com passagens por portais como MasterDica e Conrio, utiliza sua base acadêmica para unir técnicas de escrita criativa ao alcance digital. Atualmente, aplica sua expertise na curadoria e produção de conteúdos educativos e informativos, focando em entregar valor real e engajamento para o público final.