Com um calendário que já soma 366 festivais de música previstos para 2025 em todo o Brasil, o setor cultural vive um boom e precisa de mão de obra qualificada com urgência. Nesse cenário, o projeto EconoArte chega à segunda edição no Grajaú, zona sul paulistana, oferecendo capacitação gratuita em festivais para 60 jovens de periferia.

    A iniciativa reúne oficinas presenciais e um game educativo dentro do Fortnite, conectando teoria, prática e tecnologia de ponta para preparar os participantes para as exigências de produção de eventos. O curso segue até 27 de abril, no Instituto Anchieta Grajaú (IAG).

    Mercado de festivais abre portas na economia criativa

    A economia criativa já representa 3,11% do PIB brasileiro, superando a indústria automobilística, e a previsão é gerar 1 milhão de novos empregos até 2030. Dentro desse universo, os festivais de música puxam a fila de oportunidades: demandam profissionais de logística, comunicação, montagem de palco, produção executiva e segurança.

    Ao mesmo tempo, desponta a necessidade de ampliar o acesso de jovens periféricos a essas vagas. Projetos como o EconoArte surgem para preencher essa lacuna, assim como outras iniciativas de formação gratuita, a exemplo do curso técnico de áudio e vídeo oferecido pelo Sesc. A lógica é simples: quanto mais diversidade de talentos, mais forte fica o ecossistema cultural.

    Como funciona a capacitação gratuita em festivais no Grajaú

    O EconoArte combina 16 horas de aulas presenciais com atividades interativas. Tudo ocorre no Instituto Anchieta Grajaú, localizado à Rua Alziro Pinheiro Magalhães, 578. As oficinas presenciais focam em:

    • Logística de eventos e gestão de backstage;
    • Montagem de palco com estruturas box truss;
    • Iluminação, segurança e credenciamento;
    • Comunicação, ativação de marcas e planejamento financeiro.

    Além do conteúdo técnico, há saídas pedagógicas que levam os alunos à Casa Ecoativa e ao Itaú Cultural, permitindo observar bastidores de produções já consolidadas. Para garantir participação, cada estudante recebe bolsa-auxílio durante o período de formação, mais brindes institucionais, prática comum em programas de qualificação como o MOVER e Cogna, voltado a cursos gratuitos de qualificação.

    Tecnologia de jogo vira sala de aula dentro do Fortnite

    O grande diferencial da capacitação gratuita em festivais é o uso do game RealFest, criado em parceria com a Salve Games. Desenvolvido na Unreal Engine 5, o simulador reproduz o ciclo completo de um evento, do orçamento à montagem de palco.

    Disponível no Fortnite pelo código 4085-2996-4598, o jogo oferece:

    • Gestão Real: os participantes definem infraestrutura, staff e despesas;
    • Tomada de decisão: cada clique impacta a experiência do público virtual;
    • Acesso global: qualquer pessoa com Fortnite pode experimentar — uma vitrine interessante para jovens que querem testar habilidades antes de entrar na área.

    A metodologia gamificada acompanha o texto da nova Lei Felca, que exige atenção especial à segurança infantil online. Ao transformar o videogame em ferramenta pedagógica, o projeto muda a percepção sobre o uso de plataformas abertas, funcionando como porta de entrada para carreiras em música, audiovisual e games.

    Quem pode participar e benefícios oferecidos

    Podem se inscrever jovens de 16 a 29 anos que morem em territórios periféricos de São Paulo. São apenas 60 vagas, distribuídas por ordem de inscrição e critérios de vulnerabilidade social. Todas as atividades são gratuitas, com recursos do Promac (Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais) e patrocínio da Igc.

    Entre os benefícios, vale destacar:

    1. Bolsa-auxílio para cobrir alimentação e transporte;
    2. Contato com profissionais experientes do mercado de festivais;
    3. Certificado de participação, diferencial relevante em processos seletivos;
    4. Acesso a metodologias que unem cultura e tecnologia, tendência valorizada por empresas como a fintech N5X, responsável por um programa de estágio que paga até R$ 2,5 mil.

    Ao final das oficinas, os participantes apresentarão um projeto de evento fictício, usando dados e relatórios extraídos do RealFest. Essa entrega prática simula um pitch para potenciais empregadores, funcionando como vitrine para oportunidades reais.

    Vale a pena investir na formação em festivais?

    Para quem busca entrada rápida na economia criativa, a capacitação gratuita em festivais do EconoArte é um atalho interessante. O mercado cresce, oferece vagas variadas e valoriza experiência prática. Ao juntar oficina presencial, game imersivo e suporte financeiro, o programa amplia o repertório dos participantes e facilita o primeiro passo profissional — movimento que o portal Uni10 acompanha de perto em sua cobertura de cursos e carreiras.

    Share.

    Redatora com formação em Marketing e 5 anos de experiência na criação de conteúdo estratégico para a web. Com passagens por portais como MasterDica e Conrio, utiliza sua base acadêmica para unir técnicas de escrita criativa ao alcance digital. Atualmente, aplica sua expertise na curadoria e produção de conteúdos educativos e informativos, focando em entregar valor real e engajamento para o público final.