Brasileiros que sonham em avançar nos estudos fora do país encontram, mais uma vez, um caminho aberto na Espanha. A Fundação Carolina divulgou novo edital com 736 bolsas distribuídas entre cursos de curta duração, especializações, mestrados e doutorados.
Os benefícios cobrem desde passagens aéreas até mensalidades, de acordo com cada modalidade. O processo seletivo, totalmente on-line, exige exames de proficiência em espanhol, além da análise do histórico acadêmico e profissional do candidato.
Como as bolsas estão distribuídas
Do total anunciado, 228 vagas destinam-se à pós-graduação lato sensu; outras 120 contemplam doutorado e estágios de pós-doutorado de curta duração. Há ainda 114 renovações para quem já recebe auxílio, 24 oportunidades de mobilidade docente e 250 bolsas institucionais voltadas a projetos específicos de pesquisa.
Os 203 programas oferecidos abrangem áreas variadas, de artes a tecnologia. De acordo com a fundação, o desenho das bolsas dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), priorizando projetos que impactem positivamente a região ibero-americana.
Foco em pesquisa e incentivo a mulheres em STEM
Um dos pilares do edital é sustentar o mesmo volume de oportunidades do ciclo anterior, respeitando o equilíbrio financeiro da instituição. A Fundação Carolina também mantém o programa de mobilidade bidirecional com o Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), possibilitando que pesquisadores circulem entre Espanha e América Latina.
Ganha destaque, ainda, a reserva de bolsas para mulheres que atuam em STEM. A iniciativa busca ampliar a presença feminina em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, setores historicamente masculinos. Outro ponto de atenção é o programa voltado a defensores de direitos humanos, lançado em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e confirmado para 2025.
Prazos de inscrição já definidos
Candidatos interessados em pós-graduação ou bolsas institucionais têm até 2 de março de 2026 para finalizar o cadastro. A exceção fica por conta da Complutense Summer School (ECV), que encerra o processo em 18 de fevereiro.
Para doutorado de curta duração e mobilidade — incluindo docentes — o deadline é 9 de abril de 2026. Os formulários estão disponíveis no site da Fundação Carolina, que recomenda inscrição antecipada, evitando congestionamento na plataforma nos últimos dias.
Requisitos para concorrer às bolsas de estudo na Espanha
Além da fluência em espanhol comprovada por testes reconhecidos, o candidato deve apresentar diploma e histórico escolar — quando se trata de graduação — ou comprovação de conclusão de curso superior para quem disputa mestrado e doutorado. Experiência profissional e publicações científicas contam pontos extras durante a avaliação.
Vale lembrar que cada programa pode exigir documentação específica. Áreas ligadas à saúde, por exemplo, costumam demandar registro profissional e seguro internacional. Já cursos de artes pedem portfólio. A fundação sugere verificar minuciosamente as exigências antes de submeter a candidatura.
Quem busca apoio financeiro encontra opções de bolsas integrais, que cobrem passagem, seguro, mensalidade, alojamento e ajuda de custo, e bolsas parciais, responsáveis apenas por parte desses valores. A escolha depende tanto da disponibilidade orçamentária do programa quanto do perfil do estudante.
Vale a pena tentar?
Para quem almeja internacionalizar a carreira acadêmica, o pacote oferecido não poderia ser mais atrativo. As bolsas de estudo na Espanha da Fundação Carolina reúnem estrutura, reputação e variedade de áreas. Iniciativas semelhantes, como o bootcamp gratuito de análise de dados patrocinado pela Klabin, mostram que oportunidades educacionais internacionais e nacionais podem andar lado a lado. O momento, portanto, é de preparar documentos, revisar o currículo e colocar o espanhol em dia.
No Uni10, seguimos acompanhando editais relevantes para quem busca bolsas de estudo na Espanha e em outros destinos. Seja na área de exatas, humanas ou biológicas, programas como o da Fundação Carolina ampliam horizontes e reforçam o intercâmbio de conhecimento entre Brasil e Europa.
