Quem sonha em vestir farda pode ter, em breve, um novo requisito físico igual para todo o país. A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu sinal verde ao Projeto de Lei 5645/25, que estabelece uma altura mínima obrigatória para cargos operacionais das forças de segurança ligadas ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Se o texto virar lei, homens precisarão medir ao menos 1,60 m e mulheres 1,55 m para concorrer a funções de rua. A medida pretende acabar com a “dança” de critérios entre editais estaduais e reduzir questionamentos judiciais, tema que movimenta milhares de concurseiros acompanhados pelo Uni10.
O que muda com a altura mínima em concursos policiais
Hoje cada estado ou corporação decide se exige, ou não, estatura mínima. Isso gera confusão: quem estuda para vários certames precisa checar requisito por requisito antes de se inscrever. O PL 5645/25 quer padronizar o jogo para cargos de patrulhamento, pronto-emprego e ações ostensivas.
Postos administrativos, de inteligência ou apoio ficam de fora da regra. Assim, analistas, escrivães exclusivamente de escritório e técnicos em TI continuam disputando vagas sem se preocupar com centímetros extras.
Quais carreiras serão afetadas
A nova exigência alcança concursos da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e guardas municipais, desde que as vagas prevejam atuação em campo. Agentes penitenciários, peritos papiloscopistas, escoltas armadas e outras funções de contato direto com a população também entram na lista.
Entre os processos em curso, a Guarda Municipal de Olímpia (SP) prorrogou inscrições e ainda segue critérios locais. Os próximos editais, porém, deverão adotar o padrão nacional caso a proposta avance. Interessados podem conferir detalhes da prorrogação diretamente aqui.
Tramitação: quando a regra pode valer de fato
Embora já aprovada em comissão temática, a matéria segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, caso não haja recurso, vai ao Senado. Se os senadores modificarem o texto, ele retorna à Câmara; se mantiverem na íntegra, segue à sanção presidencial.
Nesse intervalo, editais continuam livres para fixar seus próprios critérios. Concurseiros devem, portanto, ler cada regulamento com atenção. Para quem precisa de um empurrão psicológico, o guia “Como blindar a mente no dia do concurso” mostra técnicas de controle da ansiedade que valem ouro durante as provas físicas e teóricas.
Impacto no planejamento de estudo e condicionamento
Para candidatos que sempre ficaram fora por poucos centímetros, a altura mínima em concursos policiais promete abrir portas. Quem já se enquadra pode focar nos treinos de aptidão física, legislação e raciocínio lógico, sem receio de perder tempo caso mude de estado ou corporação.
Entretanto, quem permanece abaixo do novo corte ainda terá de recorrer a carreiras sem exigência de estatura ou aguardar decisões judiciais futuras. A recomendação de especialistas é manter rotina de exercícios, revisar conteúdos programáticos e acompanhar mudanças legislativas. A recente decisão do STF que flexibiliza contratações pela CLT, explicada neste artigo, mostra como o cenário de concursos pode mudar rapidamente.
Vale a pena apostar em concursos policiais para 2026?
A previsão de novos editais é forte: corporações já sinalizam seleções para 2026 e, com a possível padronização da altura mínima em concursos policiais, o jogo fica mais transparente. Quem atinge 1,60 m (homens) ou 1,55 m (mulheres) deve intensificar estudos agora. Os demais podem mirar funções administrativas ou aproveitar certames como o MP-GO para analista, que oferecem salários competitivos sem teste de altura.
