O Exame de Ordem OAB 2026 já aparece no radar de quem conclui a graduação em Direito e quer carimbar a carteira vermelha. A prova, organizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ocorre três vezes ao ano e continua sendo a principal porta de entrada para o exercício da advocacia.

    Para ajudar os bacharéis a organizar o cronograma, o Uni10 reuniu detalhes sobre o edital, valores de inscrição, estrutura das duas fases e um roteiro de estudos que cabe em 12 semanas. O objetivo é colocar todas as informações essenciais em um só lugar, sem rodeios.

    Inscrições e cronograma do Exame de Ordem OAB 2026

    O edital costuma ser publicado entre 60 e 90 dias antes da primeira etapa. Logo após a divulgação, a janela de inscrição fica aberta por cerca de dez dias corridos. Apenas quem já concluiu o curso ou está no último ano pode se registrar.

    A taxa de participação gira em torno de R$ 320 e precisa ser quitada até a data-limite indicada no documento oficial. Depois da prova objetiva, o resultado preliminar sai em poucas semanas, e a fase prático-profissional ocorre entre 30 e 60 dias mais tarde.

    Por ser a mesma banca que comandará o PSS SEE SP 2026, quem já se prepara para concursos organizados pela FGV ganha familiaridade com o estilo de cobrança — enunciados longos, pegadinhas sutis e foco na literalidade da lei.

    Caso haja suspeita de irregularidades, vale acompanhar investigações como a Operação Gabarito, que expôs fraudes em seleções municipais e reforçou a importância de consultar apenas fontes oficiais.

    Como é a primeira fase: 80 questões objetivas

    A etapa inicial é eliminatória. O candidato enfrenta 80 itens de múltipla escolha em cinco horas, precisando acertar pelo menos 40 para avançar. Cada questão apresenta quatro alternativas, e qualquer detalhe — uma vírgula fora do lugar ou advérbio deslocado — pode transformar a resposta em erro.

    Embora o conteúdo abarque 20 disciplinas, três matérias dominam quase um terço do exame: Direito Civil (9 questões), Ética Profissional e Estatuto da OAB (8) e Direito Penal (7). Na sequência vêm Constitucional e Processo Civil, com seis itens cada.

    Tributário, Administrativo, Trabalho, Processo do Trabalho, Processo Penal e Empresarial apresentam cinco perguntas cada, enquanto os demais ramos jurídicos ficam com duas. Ignorar as “disciplinas pequenas” é abrir mão de pontos rápidos, principalmente para quem domina leitura seca de artigos e prazos.

    A FGV também gosta de questões cascata, que exigem cruzar dois ou mais conceitos na mesma resolução. Por isso, simular situações de prova com marcação de tempo é essencial para treinar a tomada de decisão em poucos minutos.

    Segunda fase: peça processual e quatro questões discursivas

    Quem supera a objetiva segue para a etapa prático-profissional, novamente com cinco horas de duração. O examinando escolhe uma entre sete áreas — Civil, Penal, Trabalho, Empresarial, Constitucional, Administrativo ou Tributário — e redige uma peça processual que vale metade da nota final.

    Além da peça, há quatro questões discursivas contextualizadas na área selecionada. A pontuação mínima de aprovação é 6,0 em dez pontos possíveis. Se o candidato não atinge a média mas cumpriu o corte da primeira fase, é possível usar a repescagem e refazer apenas a segunda fase na edição seguinte.

    Dominar o Vade Mecum é fator decisivo. Muitos candidatos perdem tempo folheando o código em busca de artigos, quando poderiam ter treinado indexação por cores ou marcações. A familiaridade com o manual de peças — endereçamento, qualificação, fatos, fundamentos, pedidos e fechamento — também faz diferença.

    Outra dica é acompanhar concursos que exigem produção textual, como a prova discursiva do Concurso ALEGO. Mesmo sendo bancas diferentes, a prática de estruturar argumentos sob pressão ajuda a reduzir o nervosismo no dia da OAB.

    Estratégias de estudo para 12 semanas até a prova

    Um cronograma compacto, porém consistente, separa aprovados de desistentes. A recomendação é iniciar um ciclo priorizando Ética, Civil e Penal, responsáveis por número elevado de questões e alto índice de erros. Em seguida, entram Processo Civil e Constitucional.

    Divida o dia em blocos de 30 a 40 minutos: leitura da lei seca, resolução de questões e revisão. A cada sete dias, faça um rápido check-up de conteúdos novos; no 15º e 30º dias, amplie a revisão para material já visto. Esse espaçamento reforça a memória de longo prazo.

    Entre a sexta e a oitava semanas, inclua simulados completos com tempo cronometrado. Isso treina resistência física e mental, além de aumentar a confiança. Reserve um dia específico para análise de erros, transformando falhas recorrentes em metas de estudo.

    Para a prova prática, o ideal é treinar pelo menos 15 peças diferentes dentro da área escolhida, sempre com consulta ao Vade Mecum. Cronômetro na mesa, folha na vertical e atenção aos detalhes formais. Esse treino minimiza riscos de fuga ao tema ou estrutura incompleta.

    Vale lembrar que outras seleções, como o Concurso NAV Brasil, também exigem preparação planejada. Adotar métodos semelhantes fortalece a disciplina e evita dispersão.

    Vale a pena tentar o Exame de Ordem OAB 2026?

    As estatísticas de aprovação variam de 15% a 25%, porém candidatos que mantêm rotina organizada costumam superar a média. A repescagem reduz parte da pressão, mas não substitui um cronograma regular. Portanto, quem concluiu a faculdade, domina a leitura da lei seca e aceita oito a dez horas semanais de estudo tem no Exame de Ordem OAB 2026 o passo lógico para iniciar a advocacia no próximo ano.

    Share.

    Redator e jornalista com mais de 5 anos de experiência no mercado de conteúdo digital, acumulando passagens por grandes portais como Cultura Genial e Conrio. Especialista em transformar informações complexas em textos acessíveis, hoje dedica sua expertise ao Uni10, onde ajuda brasileiros a transformarem suas realidades por meio de dicas estratégicas para concursos e o mapeamento dos melhores cursos gratuitos em todo o país.