A edtech brasileira Gran vai desembolsar mais R$ 114 milhões em tecnologia e inteligência artificial (IA) até 2026, ampliando o ciclo de investimentos iniciado em 2022, quando já haviam sido aplicados R$ 170 milhões em produto e design.

    Plano de investimentos

    O novo montante será direcionado à evolução da plataforma digital, considerada pelo mercado um movimento incomum no setor educacional, conhecido por operar com margens reduzidas. A estratégia reforça a visão adotada em 2018: a IA como eixo central do negócio.

    Foco em IA e modelo de negócio

    Para criar um “fosso competitivo”, o Gran integrou modelos de linguagem de última geração, como o GPT-5.2, à assinatura ilimitada que parte de R$ 49,90 mensais. A empresa absorve os custos de processamento – que chegariam a cerca de R$ 115 mensais ao aluno se contratados separadamente – com o objetivo de tornar o aprendizado mais acessível, explica o vice-presidente e sócio-fundador Rodrigo Calado.

    Infraestrutura própria e curadoria docente

    O ecossistema da edtech opera em ambiente controlado, alimentado por um datalake proprietário que reúne 13 anos de conteúdo, incluindo 240 mil videoaulas e 40 mil livros digitais. Engenheiros de IA e o corpo docente validam as respostas geradas pelos modelos, minimizando erros factuais e alinhando o material aos editais de concursos públicos.

    Resultados preliminares

    Dados internos indicam que alunos que utilizam as ferramentas de IA apresentam 34% mais engajamento. A relação de usuários ativos diários sobre mensais (DAU/MAU) subiu de 23% para 31%. Em 2025, a otimização da infraestrutura gerou economia de R$ 5 milhões. Funções como resumos automáticos, mapas mentais e geração de exercícios devem ajudar a reduzir o índice de cancelamento de assinaturas.

    Reconhecimento externo

    Com uma operação que realiza cerca de 130 deploys por semana e mantém lead time médio de 15 dias, o Gran foi apontado pelo Google como referência em dados e IA no segmento educacional brasileiro. Para o CEO Gabriel Granjeiro, a iniciativa marca uma virada no mercado: “A tecnologia deixa de ser diferencial pontual e passa a ser critério básico de competitividade”.

    Com informações de Catraca Livre

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    Equipe de redação da Uni10!