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    Erros de conjugação figuram entre os tropeços mais comuns em provas de Língua Portuguesa para o serviço público. Entre eles, os verbos defectivos — aqueles que não apresentam todas as formas — rendem questões recorrentes e, muitas vezes, eliminatórias.

    O que caracteriza um verbo defectivo

    Defectivos são verbos que, por razões de uso ou sonoridade, carecem de determinadas pessoas, tempos ou modos. A ausência de formas como a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por exemplo, impede automaticamente a formação do presente do subjuntivo, já que ambos compartilham o mesmo radical.

    Três grupos principais explorados pelas bancas

    Impersonais — aparecem apenas na 3ª pessoa do singular e não têm sujeito. Exemplo clássico: haver no sentido de existir (Há chances de nomeação).

    Unipessoais — têm sujeito, mas tradicionalmente se limitam à 3ª pessoa. São comuns em descrições de fenômenos naturais ou sons de animais (Anoiteceu cedo; O cão latiu).

    Estritamente defectivos — apresentam lacunas específicas, sobretudo no presente do indicativo. Nesta lista estão os verbos mais lembrados pelas bancas:

    • abolir — inexistem “eu abolo”, “que eu abola”;
    • colorir — não admite “eu coloro” nem “que eu colora”;
    • falir — no presente, só se usam “nós falimos” e “vós falis”;
    • adequar — aceita apenas formas arrizotônicas: “nós adequamos”, “vós adequais”;
    • reaver e precaver — conjugam-se como haver, o que gera formas como “nós reavemos”.

    Formas que mais provocam erros

    A 1ª pessoa do singular do presente do indicativo encabeça as pegadinhas: se ela não existe, o presente do subjuntivo também desaparece. Outro deslize frequente é confundir verbos defectivos com abundantes; abolir (defectivo) contrasta com imprimir (abundante, pois apresenta “impresso” e “imprimido”).

    Questões ainda podem exigir a identificação de verbos impessoais em construções de tempo decorrido, como em “Há dois anos o edital não é publicado”. Provas da Polícia Civil da Bahia já cobraram esse ponto em seleções anteriores.

    Estrategias de estudo indicadas

    • Listagem essencial — mantenha à vista os verbos mais cobrados: abolir, colorir, falir, adequar, reaver e precaver.
    • Marcação de lacunas — destaque, com cores diferentes, as pessoas e tempos ausentes.
    • Uso de locuções — substitua formas inexistentes por construções perifrásticas, como “vou abolir”.
    • Resolução de questões — pratique blocos de itens recentes; bases de dados permitem filtrar por assunto.
    • Revisões curtas e frequentes — releituras em ciclos de três dias ajudam na fixação.

    Plataformas de preparação que exibem ranking de desempenho em tempo real, recurso já usado por candidatos de tribunais de contas e tribunais de justiça, colaboram para corrigir falhas de conjugação antes da prova.

    Foco no que realmente cai

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    Especialistas recomendam priorizar os defectivos mais recorrentes em vez de decorar listas extensas. O retorno costuma ser maior quando o estudo mescla teoria enxuta e exercícios práticos, liberando tempo para outras disciplinas exigidas nos editais.

    Ao conhecer as lacunas desses verbos e praticar a substituição por locuções, o candidato reduz o risco de perder pontos por um detalhe gramatical e ganha segurança para enfrentar as próximas etapas do concurso.

    Com informações de Academia Concursos

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    Redator e jornalista com mais de 5 anos de experiência no mercado de conteúdo digital, acumulando passagens por grandes portais como Cultura Genial e Conrio. Especialista em transformar informações complexas em textos acessíveis, hoje dedica sua expertise ao Uni10, onde ajuda brasileiros a transformarem suas realidades por meio de dicas estratégicas para concursos e o mapeamento dos melhores cursos gratuitos em todo o país.