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    Conversar cara a cara com quem já está no topo da carreira continua sendo um privilégio raro para a maioria dos estudantes da rede pública. Entre maio e junho de 2026, porém, esse cenário mudou em 49 escolas do país. A 15ª edição do Executivos na Escola levou profissionais de grandes empresas diretamente às salas de aula para falar de mercado, empreendedorismo e futuro profissional.

    O resultado da mobilização impressiona: 587 líderes voluntários alcançaram 8.989 jovens, números que representam novo recorde para a iniciativa da Junior Achievement Brasil. Confira, a seguir, como o projeto foi estruturado, os impactos na comunidade escolar e por que ele se consolidou como referência em educação para carreira.

    Executivos na Escola: como funciona o programa

    Criado em 2011, o Executivos na Escola nasceu com a proposta simples de aproximar estudantes do universo corporativo. O formato privilegia a troca direta: em um único turno, executivos entram na turma, contam suas trajetórias, compartilham desafios e respondem a perguntas sobre empregabilidade, liderança e inovação.

    Antes de assumir o quadro negro, cada voluntário passa por treinamento metodológico oferecido pela equipe da Junior Achievement. O conteúdo é pensado para dialogar com a realidade local, tornando mais fácil para os adolescentes enxergar possibilidades concretas em áreas como tecnologia, finanças e vendas. Esse olhar prático costuma despertar curiosidade e abrir portas para formações paralelas, como o curso gratuito de roteiro audiovisual ou o bootcamp de IA e cibersegurança patrocinado pelo Bradesco, ambos gratuitos.

    Números recordes em 2026 reforçam expansão da iniciativa

    A edição de 2026 não só reuniu o maior contingente de voluntários como também ampliou em 30% o total de estudantes atendidos em relação ao ano anterior. Mulheres ocuparam quase metade das cadeiras de liderança voluntária, evidenciando diversidade crescente no projeto.

    Pedro Englert, presidente voluntário do Conselho Diretor da JA Brasil, atribui o sucesso à “sensação de retorno imediato” que o voluntariado gera. Para ele, levar referências positivas às salas de aula cria um ciclo virtuoso: quanto mais alunos inspirados, maior o potencial de multiplicar conhecimento e transformar trajetórias.

    Impacto direto na preparação para o mercado de trabalho

    O contato com gestores de alto escalão ajuda a traduzir conceitos de carreira que, muitas vezes, parecem distantes da realidade escolar. Rodrigo Araujo, diretor-geral da Korn Ferry Brasil, afirma que a conversa é uma via de mão dupla. “É visível a transformação ao longo do programa”, observa. Para os jovens, a chance de perguntar sobre currículo, estágio e habilidades do século 21 funciona como bússola para decisões de estudo.

    A estudante Ana Luiza, da Escola Estadual Caetano Azeredo (MG), resume o sentimento coletivo: “Aprendemos sobre o mercado de trabalho e tivemos acesso a informações que normalmente não chegam até nós”. Essa exposição costuma levar alunos a buscar qualificação complementar, como as 10 mil vagas do curso de qualificação do Instituto Coca-Cola ou as 11 mil bolsas de idiomas distribuídas pelo MOVER.

    Estados atendidos e logística de voluntariado

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    Em sua trajetória de 15 anos, o Executivos na Escola saiu de São Paulo para alcançar 18 estados e o Distrito Federal. Em 2026, as atividades foram realizadas em Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e DF.

    A logística do programa envolve coordenação local, seleção de colégios parceiros e distribuição de materiais pedagógicos. Tudo é planejado para caber em um único turno, reduzindo custos e facilitando a participação de executivos que, muitas vezes, conciliam agendas apertadas. O modelo enxuto inspira outras frentes educacionais apoiadas por empresas, como as 5 mil bolsas da Heineken em inteligência artificial.

    Vale a pena participar do Executivos na Escola?

    Para quem busca ampliar repertório e entender o que o mercado espera de profissionais iniciantes, ouvir relatos de executivos dentro da própria escola é, no mínimo, uma oportunidade rara. Ao mesmo tempo, as empresas envolvidas reforçam cultura de voluntariado e descobrem talentos em estágio embrionário. Uni10 acompanha de perto esses movimentos e destaca que o projeto se firma como ponte concreta entre sala de aula e mundo do trabalho.

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    Redatora com formação em Marketing e 5 anos de experiência na criação de conteúdo estratégico para a web. Com passagens por portais como MasterDica e Conrio, utiliza sua base acadêmica para unir técnicas de escrita criativa ao alcance digital. Atualmente, aplica sua expertise na curadoria e produção de conteúdos educativos e informativos, focando em entregar valor real e engajamento para o público final.