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    Aprender programação sem pagar nada e, de quebra, criar o próprio jogo digital deixou de ser sonho distante. A Roblox, em parceria com a edtech Mastertech, expande no Brasil a Expedição Roblox, projeto que combina aulas online, desafios práticos e encontros presenciais para formar novos desenvolvedores até 2026.

    A meta é ambiciosa: capacitar 10 mil estudantes em todo o país, usando o ambiente do Roblox Studio e a linguagem Luau, considerada acessível para quem dá os primeiros passos na área. A iniciativa já atraiu quase 2.500 participantes e segue aberta a mais inscrições.

    Expedição Roblox quer formar 10 mil jovens em 2026

    O coração da proposta está nas trilhas de cursos gratuitos de programação voltados a adolescentes e jovens de escolas públicas e privadas. Segundo a Roblox e a Mastertech, a formação foi pensada para democratizar o acesso a competências digitais que costumam aparecer tarde — ou nunca — na grade curricular tradicional.

    O plano de expansão cobre todas as regiões do Brasil até o fim de 2026, com a expectativa de alcançar 10 mil participantes. A estratégia inclui divulgação em redes sociais, parceria com secretarias de educação e ações em eventos estudantis, buscando alcançar também quem ainda não teve contato com a plataforma.

    A programação educacional gira em torno do Roblox Studio — ferramenta gratuita que já soma milhões de usuários no mundo — e da linguagem Luau, variação de Lua adaptada ao universo do Roblox. Por ser de fácil leitura, Luau permite que iniciantes enxerguem resultados rapidamente, fator decisivo para manter o interesse do público jovem.

    De acordo com as organizadoras, o projeto não exige conhecimento prévio em lógica de programação. Isso porque as aulas começam com blocos básicos de script, avançam para a criação de objetos e terminam com a publicação de experiências jogáveis dentro da plataforma.

    A trilha online soma 36 horas de cursos gratuitos de programação

    O componente online da Expedição Roblox oferece 36 horas de conteúdo hospedadas dentro do próprio Roblox Studio, via plugin produzido pela Mastertech. A trilha é dividida em módulos que cobrem desde a familiarização com a interface até tópicos de economia virtual e design de níveis.

    Cada estudante avança no ritmo que preferir: basta concluir os exercícios para desbloquear os próximos desafios. Entre uma etapa e outra, há quizzes rápidos que reforçam conceitos de variáveis, loops e funções, pilares de qualquer linguagem de código.

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    Além dos alunos, educadores encontram pacotes prontos para aplicar em sala de aula ou em clubes de programação. O material inclui roteiros de atividades, indicação de recursos extras e orientações sobre como avaliar projetos desenvolvidos pelos estudantes.

    Pais e responsáveis também contam com guias explicativos sobre segurança online, uso de controles parentais e estratégias para acompanhar o aprendizado dos filhos. A preocupação em envolver toda a comunidade escolar reforça o caráter inclusivo do programa.

    A trilha online é o gateway para quem não pode participar das oficinas presenciais. Ainda assim, concluintes virtuais são convidados a enviar seus jogos para avaliação e podem ganhar destaque nas redes da Roblox Brasil, aumentando a motivação da turma.

    Etapa presencial leva oficinas a capitais brasileiras

    Batizada de “Expedição Roblox na Estrada”, a fase presencial já visitou Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Em cada cidade, laboratórios itinerantes foram montados em escolas ou centros culturais, equipados com computadores, internet e monitores especializados.

    Durante as oficinas, os jovens criam protótipos dentro do Roblox Studio, recebem feedback em tempo real e participam de competições amigáveis que premiam inovação, jogabilidade e design. Em São Paulo, estudantes de escolas públicas lotaram os computadores e surpreenderam os instrutores com ideias de experiências ligadas a sustentabilidade e história do bairro.

    Outro diferencial é a programação paralela para famílias. Enquanto os filhos mergulham em scripts, os adultos participam de painéis que explicam o ecossistema do Roblox, as possibilidades de carreira na indústria de games e as ferramentas de controle parental disponíveis na plataforma.

    A escolha por capitais estratégicas facilita a logística e atrai atenção da mídia local, mas a Mastertech confirma intenções de levar a caravana a cidades médias em 2025. O objetivo é alcançar estudantes que costumam ficar fora do radar de grandes eventos de tecnologia.

    Game Jams mensais reforçam prática e criatividade

    Para consolidar o aprendizado, a Expedição Roblox promove Game Jams nacionais todos os meses. Os desafios duram poucos dias e propõem temas ligados a educação, cultura digital ou causas sociais. Participantes formam grupos, dividem tarefas e entregam itens, mapas ou experiências completas dentro do limite de tempo.

    A dinâmica de competição amigável estimula soft skills valiosas: trabalho em equipe, gestão de tempo e apresentação de projetos. Ao término de cada Jam, jurados analisam criatividade, aderência ao tema e qualidade técnica, revelando vencedores que recebem vouchers para itens virtuais e mentorias com desenvolvedores experientes.

    As Game Jams também servem como vitrine de talentos. Muitos jogos produzidos nesses encontros acabam ganhando visibilidade na comunidade global do Roblox, abrindo portas para que jovens criadores monetizem suas experiências ou consigam estágios em estúdios de jogos independentes.

    Importante lembrar que todo o processo ocorre em ambiente controlado, com regras que proíbem conteúdo inadequado e orientações claras sobre conduta online. Esse cuidado reforça a percepção de que a plataforma é espaço seguro para aprendizagem.

    Vale a pena participar?

    Para estudantes interessados em cursos gratuitos de programação, a Expedição Roblox entrega um combo raro: conteúdo didático de 36 horas, oficinas presenciais e desafios mensais que simulam problemas do mercado de games. A participação é gratuita, não exige experiência prévia e oferece suporte a pais e professores. O Uni10 acompanha de perto essa e outras iniciativas que facilitam o acesso à educação digital, e tudo indica que o projeto pode ser porta de entrada para carreiras promissoras no setor de desenvolvimento de jogos no Brasil.

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    Redatora com formação em Marketing e 5 anos de experiência na criação de conteúdo estratégico para a web. Com passagens por portais como MasterDica e Conrio, utiliza sua base acadêmica para unir técnicas de escrita criativa ao alcance digital. Atualmente, aplica sua expertise na curadoria e produção de conteúdos educativos e informativos, focando em entregar valor real e engajamento para o público final.