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A falta de profissionais qualificados tem tirado o sono de empresas siderúrgicas. Para enfrentar o problema, a Gerdau se uniu à Ânima Educação e criou um curso superior tecnológico que promete formar especialistas em processos produtivos da indústria do aço.

A graduação, desenvolvida pela UNA em Conselheiro Lafaiete (MG), oferecerá 40 vagas, das quais 30 serão custeadas pela própria companhia. Com início previsto para agosto de 2026, o programa combina teoria, prática e acesso direto ao mercado de trabalho.

Detalhes do novo curso da indústria do aço

O curso Superior de Tecnologia em Processos Produtivos da Indústria do Aço terá seis semestres e carga horária total de 2.600 horas. A modalidade semipresencial garante flexibilidade ao estudante sem abrir mão de atividades de laboratório e visitas técnicas.

O currículo foi desenhado em conjunto por especialistas da Gerdau e da Ânima Educação. Entre as unidades curriculares aparecem matemática aplicada, cadeia produtiva do aço, automação industrial, análise de dados, segurança e metodologias ágeis. A ideia é entregar ao mercado profissionais com visão sistêmica e prontos para atuar em diferentes etapas da produção.

Durante o percurso, os estudantes serão expostos a problemas reais das usinas, utilizando a metodologia D.U.A.L.E. (Discover, Understand, Accelerate, Launch & Learn, Exchange). O modelo aproxima o acadêmico dos desafios cotidianos da planta industrial e estimula competências como pensamento crítico, inovação e resolução de problemas.

Número de vagas: 40.
Vagas financiadas pela Gerdau: 30.
Duração: 6 semestres.
Modalidade: semipresencial.
Início das aulas: agosto de 2026.

Metodologia que conecta teoria e chão de fábrica

O grande diferencial do curso da indústria do aço é a integração entre aprendizado em sala de aula e prática na planta. A metodologia D.U.A.L.E. leva o aluno a descobrir desafios, entender processos, acelerar soluções, lançar projetos e compartilhar resultados.

Os estudantes participarão de projetos de automação, simulações digitais e oficinas de manutenção. Tudo isso acontecerá em ambientes que reproduzem a realidade do setor, incluindo equipamentos de ponta e softwares de análise preditiva.

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Além disso, o programa incentiva o uso de dados para tomada de decisão, habilidade cada vez mais valorizada na chamada Indústria 4.0. Ao término do curso, o tecnólogo será capaz de identificar gargalos no fluxo produtivo, implantar melhorias e atuar em equipes multidisciplinares.

Segundo Flávia Nardon, diretora global de Pessoas e Responsabilidade Social da Gerdau, a iniciativa reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento de talentos que possam liderar a transformação digital do setor.

Processo seletivo: cronograma e critérios

As inscrições para a primeira turma ocorrem de 28 de maio a 17 de junho de 2026, exclusivamente no site da UNA. O candidato precisa ter concluído o ensino médio até a data da matrícula.

A seleção começa com prova online em 20 de junho, composta por questões de lógica e conhecimentos gerais. Os resultados saem em 24 de junho, e os melhores colocados seguem para entrevistas individuais. A lista final será divulgada em 13 de julho.

Distribuição das bolsas:
• 20 vagas para colaboradores da Gerdau;
• 10 vagas destinadas a familiares de colaboradores ou participantes de projetos sociais da empresa;
• 10 vagas abertas ao público em geral (sem custeio da companhia).

Quem conquistar uma das bolsas integrais não pagará mensalidades durante todo o curso. Já os demais alunos poderão recorrer a linhas de financiamento estudantil oferecidas pela Ânima Educação.

Impacto social e benefícios para a região

Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete formam um polo siderúrgico estratégico de Minas Gerais. Ao financiar 30 bolsas, a Gerdau amplia o acesso de moradores locais a uma formação de alto nível e contribui para o desenvolvimento socioeconômico da área.

O curso também integra o Programa Engenheiros do Amanhã, iniciativa interna da companhia que busca identificar, treinar e reter talentos em engenharia, metalurgia e materiais. A expectativa é reduzir o déficit de mão de obra nos próximos anos, quando tecnologias de automação e digitalização devem ganhar ainda mais espaço.

Para a Ânima Educação, a parceria mostra como empresas e universidades podem trabalhar juntas para responder rapidamente às demandas do mercado. O ecossistema acadêmico disponibiliza infraestrutura, professores e know-how pedagógico, enquanto a indústria traz casos reais, investimentos e possibilidades de contratação.

Uni10 acompanha de perto movimentos como esse, já que formam uma ponte direta entre educação e empregabilidade, tendência cada vez mais valorizada por jovens e profissionais em transição de carreira.

Vale a pena se inscrever?

Quem busca ingressar ou se reposicionar na indústria do aço encontra neste curso uma oportunidade rara: formação gratuita (para 30 selecionados), currículo alinhado às necessidades do setor e acesso facilitado a um dos maiores players siderúrgicos do mundo. Para candidatos que sonham em trabalhar com processos produtivos e automação industrial, a chance é única e o cronograma já está correndo.

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Redatora com formação em Marketing e 5 anos de experiência na criação de conteúdo estratégico para a web. Com passagens por portais como MasterDica e Conrio, utiliza sua base acadêmica para unir técnicas de escrita criativa ao alcance digital. Atualmente, aplica sua expertise na curadoria e produção de conteúdos educativos e informativos, focando em entregar valor real e engajamento para o público final.