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O Exame de Ordem da OAB segue sendo o grande filtro para quem sonha em advogar no Brasil. Três vezes ao ano, bacharéis e estudantes do último ano de Direito encaram a temida prova organizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que define quem sai da faculdade direto para o mercado.

Para além da advocacia privada, a aprovação é porta de entrada em concursos como Defensoria, Procuradorias e até cargos policiais que cobram registro profissional. A seguir, o Uni10 reúne todas as informações essenciais sobre taxas, disciplinas, cronograma e, claro, técnicas eficazes de preparação.

Exame de Ordem: quem pode se inscrever e quanto custa

Instituído pelo Estatuto da Advocacia, o Exame de Ordem é obrigatório para quem deseja atuar como advogado. Podem se registrar candidatos matriculados no último ano da graduação ou já diplomados em Direito. A inscrição abre cerca de 60 dias antes da prova e exige o pagamento de uma taxa próxima a um salário mínimo.

A FGV é a banca responsável por elaborar as questões e aplicar o teste em todos os estados. O edital costuma vir acompanhado de um calendário que inclui datas de pagamento, divulgação dos locais de prova, resultados preliminares e período para recurso. Atenção: perder prazos é motivo de eliminação automática.

Estrutura da primeira fase: disciplinas e métodos de estudo

A etapa objetiva apresenta 80 itens de múltipla escolha que abrangem as 20 disciplinas do currículo mínimo. Para avançar, o candidato precisa acertar metade das questões. Direito Civil costuma liderar em peso, com nove perguntas, seguido de Ética Profissional e Direito Penal.

O estilo da FGV valoriza a literalidade da lei. Por isso, reservar momentos semanais para leitura de legislação seca faz diferença. Outra prática que rende pontos rápidos é a resolução de provas antigas. A banca, conhecida por repetir padrões, cobra detalhes como prazos e percentuais que caem em diferentes edições.

Simulados completos, cronometrados em cinco horas, ajudam a treinar a resistência física e mental exigida no dia oficial. Para quem deseja variar as fontes de estudo, portais especializados em concursos — como o resultado do concurso Aracruz ES — oferecem cronogramas de revisão que podem ser adaptados para a OAB.

Segunda fase: escolha de área e formato prático-profissional

Quem supera a etapa objetiva encara a prova prático-profissional. Nessa fase, o candidato pré-seleciona uma das sete áreas: Administrativo, Civil, Constitucional, Empresarial, Penal, Trabalho ou Tributário. A escolha é feita no momento da inscrição e não pode ser alterada fora do curto período de repescagem.

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A avaliação traz uma peça processual que vale cinco pontos e quatro questões discursivas de 1,25 ponto cada. Conhecer o histórico de peças mais cobradas faz diferença: Mandado de Segurança em Constitucional, Reclamação Trabalhista em Trabalho e Ação Penal em Penal aparecem com frequência.

Atenção redobrada para prazos: a bolsa de repescagem só é válida na edição imediatamente seguinte. Reprovar novamente significa começar do zero, inclusive pagando nova taxa.

Materiais de apoio e integração com outros concursos

Muitos concurseiros conciliam o Exame de Ordem com seleções públicas. A base teórica exigida pela prova auxilia em editais jurídicos como Auditor da CGU, onde caem Direito Administrativo, Constitucional e Ética. Quem estuda com planos de longo prazo pode, por exemplo, alinhar a preparação com o concurso da PMERJ 2026, que também cobra legislação específica.

Há ainda oportunidades de formação complementar gratuita. A UFSCar liberou 300 vagas em especialização em Gestão Pública Municipal, curso que aprofunda temas de Direito Administrativo e Políticas Públicas — conteúdo útil para quem pretende atuar em órgãos públicos após conquistar a carteira da OAB.

Para estudantes interessados em bolsas de pesquisa e desenvolvimento, o programa Inova Talentos 2026 oferece bolsas de até R$ 4,5 mil, experiência que também pesa no currículo de futuros advogados que pretendem transitar na área de inovação.

Vale a pena prestar o Exame de Ordem?

Obtida a aprovação, a carteira da OAB libera a atuação na advocacia, abre caminho para carreiras públicas e impulsiona remuneração. A taxa média de aprovados gira entre 15% e 25%, índice que confirma a necessidade de planejamento detalhado, mas também evidencia que a conquista é totalmente alcançável com metodologia de estudo consistente.

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Redator e jornalista com mais de 5 anos de experiência no mercado de conteúdo digital, acumulando passagens por grandes portais como Cultura Genial e Conrio. Especialista em transformar informações complexas em textos acessíveis, hoje dedica sua expertise ao Uni10, onde ajuda brasileiros a transformarem suas realidades por meio de dicas estratégicas para concursos e o mapeamento dos melhores cursos gratuitos em todo o país.