Três vezes ao ano, milhares de bacharéis em Direito se reúnem nas capitais brasileiras em busca da sonhada carteira da Ordem dos Advogados do Brasil. A prova, aplicada pela Fundação Getulio Vargas, é requisito obrigatório para quem deseja advogar e ainda reforça o currículo de quem mira concursos jurídicos.
Apesar da ansiedade que cerca o processo, dominar o formato do Exame de Ordem OAB, conhecer o peso de cada disciplina e montar um cronograma bem estruturado costumam fazer toda a diferença. A seguir, o Uni10 apresenta um panorama completo das etapas, conteúdos mais cobrados e táticas que elevam as chances de acerto.
O que é o Exame de Ordem OAB e quem pode participar
O certame é composto por duas fases sequenciais e eliminatórias. A primeira é uma prova objetiva com 80 questões de múltipla escolha. Para avançar, o candidato precisa acertar pelo menos 40 itens. Já a segunda consiste em uma prova prático-profissional: redação de uma peça processual completa e resolução de quatro questões discursivas.
Podem se inscrever estudantes que estejam no último ano do curso de Direito ou nos dois últimos semestres, além de recém-formados. Quem é aprovado garante a inscrição na OAB, documento exigido para atuação na advocacia privada ou para ocupar cargos como defensor público e procurador.
Primeira fase: disciplinas e número de questões
Nem todas as matérias têm o mesmo peso na prova objetiva. Direito Civil lidera com nove questões, seguido de Ética Profissional, com oito, e Direito Penal, com sete. Constitucional e Processo Civil aparecem em seis perguntas cada. Na outra ponta, Direitos Humanos, Filosofia do Direito, Eleitoral e Previdenciário costumam aparecer em apenas duas questões.
Confira a distribuição completa:
- Civil: 9 questões
- Ética Profissional: 8
- Penal: 7
- Constitucional: 6
- Processo Civil: 6
- Tributário, Processo Penal, Trabalho e Processo do Trabalho: 5 cada
- Demais disciplinas: 2 a 4
Como cada acerto pode salvar a nota, muitos candidatos priorizam as matérias de maior incidência sem abrir mão das menores. Estratégia parecida é adotada por quem estuda para editais paralelos; um exemplo recente é o concurso de prefeituras com 160 vagas e salários de até R$ 7,5 mil, que também exige leitura minuciosa de legislação.
Segunda fase: escolha da área e critérios de correção
Ao fazer a inscrição, o examinando deve optar por uma das sete áreas disponíveis: Administrativo, Civil, Constitucional, Empresarial, Penal, Trabalho ou Tributário. A escolha não pode ser alterada entre as fases, salvo no sistema de repescagem, que permite reaproveitar o resultado da prova objetiva na edição seguinte.
Metade da nota da segunda fase vem da peça processual. Errar o tipo de ação, o endereçamento ou deixar de apresentar pedidos essenciais praticamente elimina a chance de aprovação. Por isso, o treino constante de estrutura, fundamentação jurídica e prazos processuais é indispensável.
Como montar um plano de estudo e materiais recomendados
A Fundação Getulio Vargas costuma cobrar a redação literal da lei e detalhes de prazos. Ler legislação seca semanalmente é, portanto, etapa obrigatória. Além disso, resolver provas anteriores treina o olhar para pegadinhas e reforça a gestão do tempo.
Um cronograma clássico de 12 semanas pode ser dividido assim:
- Semanas 1 a 4: revisão de teoria básica de todas as 20 disciplinas.
- Semanas 5 a 8: aprofundamento nos temas de maior incidência, intercalando leitura de lei seca e resumo de matérias menores.
- Semanas 9 a 12: simulados completos e correção comentada, mantendo ritmo de cinco horas.
Quem tem menos tempo costuma focar em Ética, Civil e Penal — juntas, essas áreas podem representar quase um terço dos pontos. Para as matérias de duas questões, resumos enxutos ajudam a garantir acertos rápidos. Estratégia parecida é válida para processos seletivos como o curso técnico gratuito do IFMA, em que a atenção a detalhes do edital também é decisiva.
Vale a pena enfrentar o Exame de Ordem OAB?
As taxas de aprovação giram entre 15 % e 25 %, mas o exame é totalmente superável com método e disciplina. A carteira profissional garante autonomia para advogar, pontua em concursos que exigem inscrição na Ordem e amplia oportunidades no mercado jurídico.
