Concluir a faculdade de Direito é só metade do caminho: o Exame de Ordem OAB segue como o grande filtro para quem pretende advogar. A prova, aplicada pela Fundação Getulio Vargas três vezes por ano, reúne milhares de bacharéis e estudantes dos últimos períodos em busca do registro profissional.
Neste guia, o Uni10 reúne tudo que você precisa saber sobre o concurso – do cronograma de inscrições às técnicas de revisão que realmente funcionam. Se o objetivo é usar a carteirinha vermelha o quanto antes, continue a leitura e organize já o seu plano de ataque.
Exame de Ordem OAB: o que é e quem pode participar
O Exame de Ordem OAB é exigido por lei para que o bacharel exerça a advocacia. Sem a aprovação, o recém-formado fica limitado a atividades jurídicas que não dependem da habilitação da Ordem. Podem se inscrever tanto formados quanto alunos do último ano ou dos dois últimos semestres do curso.
Não existe limite de tentativas, o que transforma o certame em um processo contínuo de avaliação. Quem não atinge a nota mínima ainda conta com a possibilidade da repescagem: se aprovado na primeira fase, o candidato refaz apenas a segunda na edição seguinte.
Como funcionam as duas fases do Exame de Ordem OAB
A estrutura da prova é dividida em etapas eliminatórias. Na 1ª fase, o participante encara 80 questões objetivas sobre 20 disciplinas, incluindo Ética Profissional, Direito Civil, Penal, Trabalho e Processo Civil. São cinco horas de teste, com saída autorizada somente após duas horas.
Ultrapassado o corte, chega a 2ª fase: prova prático-profissional com uma peça jurídica e quatro questões discursivas. A área é escolhida na inscrição — não dá para mudar depois. Vale treinar peças variadas, como mandado de segurança, apelação ou reclamação trabalhista, e estudar espelhos de correção divulgados pela FGV.
Cronograma, edital e inscrições: atenção aos prazos
O edital costuma ser publicado entre 60 e 90 dias antes da aplicação da 1ª fase. Nele aparecem as datas de cada etapa, valor da taxa e regras de consulta à legislação. Cada fase ocorre em domingo diferente, com intervalo de 30 a 60 dias entre uma e outra.
O candidato não precisa esperar muito para novas chances. Como o exame ocorre três vezes ao ano, basta checar frequentemente o site da FGV para não perder o período de inscrição. Enquanto aguarda, vale acompanhar outros processos seletivos, como as oportunidades na CGM de Porto Velho ou a nomeação de 621 novos agentes da Polícia Federal, que também movimentam o universo dos concursos.
Dicas de estudo para conquistar a aprovação no Exame de Ordem OAB
A preparação começa pela definição de um cronograma equilibrado. Muitos especialistas recomendam alternar leitura de lei seca, resolução de questões da FGV e revisões cíclicas (1, 7, 15 e 30 dias). A ideia é reforçar a memória e identificar pontos de dificuldade antes da prova.
Na 1ª fase, concentre energia em Ética Profissional, Direito Civil e Penal, responsáveis por quase um terço da prova. Contudo, não subestime matérias enxutas — Direitos Humanos, Eleitoral ou Filosofia do Direito rendem pontos rápidos e podem fazer a diferença no corte.
Para a 2ª fase, inclua no estudo a redação de peças completas sob condições de tempo real. Cronometre cinco horas e tente equilibrar 3h para a peça e 2h para as questões. O uso de códigos permitidos, sem anotações, exige prática para localizar dispositivos rapidamente.
Quer mais ritmo? Faça simulados integrais a cada duas semanas. A resistência física e mental é determinante, principalmente no fim da prova, quando erros de atenção são frequentes.
Vale a pena enfrentar o Exame de Ordem OAB?
Apesar da taxa média de aprovação ficar entre 15% e 25%, quem persiste acaba celebrando a conquista da carteira. A experiência de estudar para o Exame de Ordem OAB desenvolve disciplina, aprofundamento jurídico e preparo que se refletem na prática profissional. Para muitos, o desafio compensa a jornada.
