São Paulo – O Ensino Social Profissionalizante (Espro), organização sem fins lucrativos voltada à formação e inclusão de adolescentes e jovens no mercado de trabalho, divulgou que disponibilizará mais de 24 mil vagas em programas de aprendizagem profissional ao longo de 2026. As oportunidades abrangem todas as regiões do país e são direcionadas a candidatos entre 14 e 24 anos que estejam cursando ou já tenham concluído o ensino médio.
Distribuição das vagas pelo território nacional
Segundo a entidade, o estado de São Paulo concentra o maior número de chances: pouco mais de 14 mil colocações devem ser abertas em empresas parceiras. No Rio de Janeiro, a projeção é de 2,4 mil vagas. A Região Sul terá cerca de 2,8 mil postos, enquanto Minas Gerais e o Distrito Federal, somados, contarão com aproximadamente 3,8 mil oportunidades. Já Norte e Nordeste terão, juntos, mais de 1 mil vagas.
As atividades serão desempenhadas em jornadas de quatro a seis horas diárias, formato que permite a continuidade dos estudos. A participação no processo de encaminhamento é totalmente gratuita, condição destacada pelo Espro como essencial para ampliar o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Parcerias empresariais impulsionam contratações
Atualmente, o Espro mantém mais de 2,6 mil parcerias ativas com companhias de diversos setores. Essas empresas recorrem à instituição para estruturar ou ampliar seus programas de aprendizagem, atendendo à legislação vigente e investindo na formação de novos profissionais. As vagas já disponíveis, assim como detalhes sobre documentação e prazos, podem ser consultados no site oficial do Espro.
Lei da Aprendizagem completa 25 anos
A iniciativa da entidade se insere em um cenário de expansão do mercado voltado ao jovem aprendiz. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que, em novembro de 2025, o Brasil contabilizava mais de 715 mil aprendizes ativos, configurando o oitavo mês consecutivo de recorde histórico. O total representa quase o dobro do contingente registrado dez anos atrás.
O regime de aprendizagem é regulado pela Lei nº 10.097/2000, que acaba de completar 25 anos. O dispositivo legal obriga empresas de médio e grande portes a destinarem de 5% a 15% de seus quadros a contratos nessa modalidade, voltados prioritariamente a pessoas de 14 a 24 anos. O objetivo é oferecer experiência profissional acompanhada de formação teórica, remunerada e com direitos trabalhistas assegurados.
Perfil socioeconômico dos participantes
Nove em cada dez jovens aprendizes pertencem a famílias em situação de alta ou média vulnerabilidade social, de acordo com o Espro. Para Alessandro Saade, superintendente executivo da instituição, o programa vai além de garantir uma fonte de renda: “A aprendizagem contribui para o desenvolvimento de competências técnicas, habilidades socioemocionais e senso crítico, abrindo novas perspectivas de futuro”, afirma.
Pesquisa aponta efeitos da experiência profissional
Levantamento conduzido pelo próprio Espro mostra que, 12 meses após a conclusão do contrato de aprendizagem, 80% dos jovens entre 18 e 24 anos permanecem inseridos no mercado de trabalho. Entre eles, 60% conseguem conciliar emprego e estudos, percentual muito superior à média nacional de 15% para essa faixa etária. Apenas 7% dos ex-aprendizes ficam sem trabalhar nem estudar, índice que contrasta com os 26% verificados em âmbito nacional.
Estágio também entra no radar
Além do oferecimento das vagas de jovem aprendiz, a entidade planeja intermediar cerca de 2,5 mil colocações de estágio em 2026. As oportunidades abrangem áreas como Engenharia, Administração, Logística, Gastronomia, Enfermagem e outras. Podem participar estudantes matriculados em cursos técnicos ou de nível superior, que devem cadastrar seus currículos na plataforma do Espro.
Imagem: Márcio Diniz
Como se candidatar
Interessados em participar de qualquer uma das modalidades — aprendizagem ou estágio — precisam criar um registro gratuito no site da organização, informar dados pessoais, escolares e profissionais e anexar documentos solicitados. Após o cadastro, os candidatos passam a ser incluídos nos processos seletivos das empresas parceiras conforme o perfil e a disponibilidade de vagas.
Calendário de seleção – O cronograma de convocações é contínuo. Quando surgem posições compatíveis, o Espro entra em contato por e-mail ou telefone para agendar entrevistas. Não há cobrança de taxas em nenhuma etapa.
Impacto social reforçado
Com o volume anunciado para 2026, o Espro pretende ampliar sua contribuição para o combate ao desemprego juvenil e para a redução das desigualdades. A expectativa da entidade é manter o índice de efetivação pós-aprendizagem em patamares próximos aos 80% verificados nos últimos anos.
Além da formação específica de cada vaga, os aprendizes participam de encontros presenciais ou virtuais sobre temas como cidadania, comunicação, ética, finanças pessoais e projeto de vida. Os conteúdos são ministrados por instrutores do Espro e integram a carga horária exigida pela legislação, combinando teoria e prática.
Desde sua fundação, a organização contabiliza mais de 400 mil jovens inseridos em programas de aprendizagem e estágio. Com as mais de 24 mil novas vagas previstas, a instituição projeta ultrapassar a marca de meio milhão de beneficiados.
Mais informações sobre requisitos, prazos de inscrição e documentos necessários podem ser acessadas na página oficial do Espro.
Com informações de Catraca Livre
